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Facebook contra a pseudociência?

Por Pedro Machado

Estaria o Facebook combatendo a pseudociência? Quase isso, mas a gente explica: recentemente, a rede social de Mark Zuckeberg removeu a categoria “pseudociência”da lista de filtros de interesse que os anunciantes podem escolher ao utilizar o serviço de ads da empresa. Não coincidentemente, a alteração ocorre justamente durante a crise COVID-19.

Qual a relação?

Bom, o Facebook e as redes sociais no geral, vêm redobrando a preocupação e os cuidados em relação a disseminação de desinformação em suas plataformas durante a quarentena. Os usuários relatam desde posts apagados até publicações da OMS aparecendo para quem curte ou comenta fake news.

Entretanto, a rede social americana ainda permitia o vínculo dos anunciantes à categoria “pseudociência”,  o que garantia um alcance para mais de 78 milhões de pessoas interessadas no tópico, ou na maioria dos casos, em desinformação. A categoria está na ativa desde 2016 e foi removida na última semana com objetivo de prevenir abusos em seus anúncios, como afirma o Facebook.

Controvérsias

A rede social mais usada do mundo enfrenta críticas à ética de suas políticas de anúncios e algorítimos há anos, desde questões de mercado até questões sociopolíticas. Com isso, a empresa já foi cobrada de pronunciamento pela opinião pública em 2019 por listar “controvérsias sobre vacinas” como filtro para anunciantes, ou até mesmo, em 2017, quando era possível direcionar publicidade para públicos antissemitas. Os casos citados já não existem mais na plataforma.

Afinal, o facebook está contra a pseudociência? De certa forma, sim. A empresa parece compreender melhor o seu papel social atualmente, seja por conveniência, seja por tomada de consciência, o fato é que a rede se tornou mais ativa no controle da propagação de desinformação. Algo que é não só fundamental em termos de sociedade e democracia, mas também questão de sobrevivência em meio à pademia e as consequências devastadoras das fake news.

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